quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os (realmente não tão) últimos filmes que eu vi #20

1- Atração mortal (Michael Lehmann, 1988)
Esse filme é um clássico adolescente que eu não tinha assistindo ainda por motivos de preguiça de ir atrás. Mas, influenciada pelo clima de jovens assassinos que A história secreta me proporcionou, achei que era a hora certa para conferir. Atração mortal, mais conhecido pelo nome original, Heathers, começa com um enredo comum de filmes juvenis, apresentando as populares da escola, um grupo formado por três garotas chamadas Heather e uma Veronica — esta, no entanto, não gosta do sistema de popularidade e exclusão do colégio e, com o incentivo de um garoto novo, J.D., ela acaba matando uma das populares. A morte, forjada como um suposto suicídio, gera uma comoção entre os alunos, e J.D. e Veronica se animam mais tentando punir outros populares. Acabei gostando bem mais do filme do que esperava, porque ele é engraçado, envolvente, tem crimes, clima sombrio... É um filme que usa uma abordagem ousada para lidar com temas adolescentes sem deixar o tom sério, e é especialmente maravilhoso porque é do final dos anos 80 e dá para perceber como virou referência para tantos outros filmes. Além disso, a Winona Ryder está maravilhosa como Veronica e eu, que nem ligo muito para moda, adorei o visual dela. Enfim, é um filme que me deixou muito empolgada depois que terminei de assistir e mesmo que parte dessa animação tenha passado, decidi manter a nota altíssima porque é de coração. Avaliação: 4,5/5

2- O primeiro que disse (Ferzan Ozpetek, 2010)
Fiquei curiosa para ver esse filme italiano quando ele estreou no cinema, por causa da sinopse: um homem volta para a casa da família no interior da Itália pronto para dizer que é gay, mas seu irmão, ao saber disso, confessa sua própria homossexualidade primeiro. O pai, com medo de que as pessoas descubram, surta com essa descoberta, enquanto o protagonista esconde a verdade e toma o lugar do irmão na família trabalhando no negócio deles, uma fábrica de macarrão. A família deles é bem grande, com personagens de diversos tipos, como a avó compreensiva e a tia alcoólatra. O filme mistura bem momentos cômicos — destaque para os amigos gays do protagonista fingindo serem héteros na frente da família dele — e dramáticos, e acho boa a forma que o filme escancara a homofobia e mostra o machismo que há nas famílias tradicionais italianas. Mas faltou alguma coisa para o filme me conquistar de verdade, e também não entendi bem a história da avó. Valeu pela temática e para matar a curiosidade. Avaliação: 3,5/5

3- Conta comigo (Rob Reiner, 1986)
Foi o filme da vez dos 1001 para ver antes de morrer por um motivo simples: queria algo curto e que tivesse na Netflix. O que eu tinha ouvido falar sobre ele antes era que envolvia crianças, emoção, e a música Stand by me. Achei que seria mais triste, mas é mais nostálgico do que propriamente triste. O enredo envolve um grupo de quatro amigos, de mais ou menos doze anos, indo procurar um cadáver que o irmão de um deles disse ter visto. Eles andam pelos trilhos de trem, naquela cena icônica, acampam na floresta, brincam, brigam e fazem tudo de que tem, e do que não tem, direito. Gostei de como os personagens são desenvolvidos, de como os quatro garotos têm seus problemas e seus modos de agir, e de que há uma questão social na história: o protagonista tem mais chances de sucesso no futuro, mas os outros são vistos como casos perdido, com pais bêbados, violentos, etc. O filme é, como dizem muitas resenhas no Filmow, "simples", mas nem por isso deixa de envolver nem de emocionar — apesar de eu não me identificar nada com o grupo de amigos por motivos de amizade obviamente masculina, eca, não dá para deixar de simpatizar por eles. Avaliação: /5

4- Perdido em Marte (Ridley Scott, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,5/5 

5- Shaun: o carneiro - o filme (Mark Burton e Richard Starzak, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,5/5

6-  Metrópolis (Fritz Lang, 1927)
O que dizer desse filme que eu achava que seria um porre mas me surpreendi positivamente? É um filme mudo de duas horas e meia de duração, então eu obviamente estava morrendo de preguiça de assistir, e o começo, quando a gente é apresentado à sociedade e aos personagens, me deixou mais apreensiva ainda, mas depois a história me envolveu com uma facilidade... (embora eu não tenha entendido algumas coisas direito) A crítica social apresentada continua muito atual e a forma em que ela é desenvolvida é ótima também, mesmo que eu não concorde totalmente que o mediador entre as mãos e o cérebro deva ser o coração — isso me parece um tanto redutor. Alguns filmes antigos que eu vi, como Viagem à Lua e O grande roubo do trem são elogiados considerando a importância que eles tiveram para a história do cinema, mas Metrópolis não precisa dessa comparação. É um filme muito inovador para a época e também bem diferente do que a gente vê hoje — as limitações técnicas o fizeram mais especial. No entanto, nem tudo é perfeito e achei a parte final bem cansativa, tanto é que eu e minha irmã dublamos muito nessa hora para matar o tempo. Aliás, a não ser que você seja um cinéfilo sério, recomendo assistir ao filme com alguém do lado para rir com algumas coisas estranhas e dublar nas cenas dramáticas. Talvez eu tivesse gostado bem menos do filme se o visse sozinha. Avaliação: 4/5

7- O jogo da imitação (Morten Tyldum, 2014)
Não dei muita bola para esse filme quando foi lançado, mesmo com as indicações para o Oscar, porque não sou das maiores fãs de cinebiografias. Mas é aquela coisa: a curiosidade sempre existe, então foi o escolhido para uma sessão de cinema em casa com minha família. Achei o filme bem qualquer coisa, honestamente. Ele prende a atenção e a história é interessante, mas falta algo que lhe dê personalidade e o faça se destacar. Avaliação: 3/5

8- Garota exemplar (David Fincher, 2014)
Quando li o livro, imaginei os personagens principais exatamente como os atores do filme. Por isso, fiquei curiosa para saber se o filme seria bem parecido com o que imaginava quando lia o livro. E é. Infelizmente para mim (!). O filme é muito bom como adaptação, muda só o suficiente para caber nas suas duas horas e tanto de duração. Os atores estão muito bem também — Ben Affleck palermíssima como Nick e Rosamund Pike como a Amy Exemplar. Mas, embora ache que o romance sobreviva bem a uma leitura sabendo dos plot twists, o filme não resistiu tão bem. Eu gosto muito de como a gente entra na cabeça dos personagens no livro, mas no filme isso não funciona do mesmo jeito. Um resumo: é um filme muito bom, mas não recomendo tanto se você já leu o livro. Nesse caso, até diria para ver a adaptação primeiro, porque o livro terá coisas a acrescentar. Avaliação: 3/5

9-  Anomalisa (Duke Johnson e Charlie Kaufman, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,5/5 

10- Rindo à toa (Lisa Azuelos, 2008)  
É um filme adolescente francês ao qual eu já tinha visto vários elogios. A história foca nos relacionamentos de Lola, tanto familiares e de amizade quanto amorosos, sendo que há cenas também protagonizadas pelos outros personagens, como a mãe. É um filme divertido, mas não fez o meu coração bater mais forte, visto que não me importei com nenhum dos personagens. No entanto, o cabelo dos interesses românticos é bem interessante, naquele estilo emo/indie que era moda na época. Avaliação: 3/5

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